Pero Vaz de Caminha

Print Friendly, PDF & Email

Pero Vaz de Caminha (Oswald de Andrade)
a descoberta

Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra

os selvagens

Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados

primeiro chá

Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real

as meninas da gare

Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.

Publicações relacionadas

Ovos da páscoa Ovos da páscoa (Adélia Prado) O ovo não cabe em si, túrgido de promessa, a n...
Sobre la poesía Sobre la poesía (Juan Gelman) habría un par de cosas que decir/ que nadie l...
O relógio O relógio (João Cabral de Melo Neto) 1. Ao redor da vida do h...
Preceito 07 Preceito 07 (Gregório de Matos) Já pelo sétimo entrando sem alterar o ton...

Deixe uma resposta