Pero Vaz de Caminha

Print Friendly, PDF & Email

Pero Vaz de Caminha (Oswald de Andrade)
a descoberta

Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra

os selvagens

Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados

primeiro chá

Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real

as meninas da gare

Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.

Publicações relacionadas

As minhas Ansiedades As minhas Ansiedades (Fernando Pessoa) As minhas ansiedades caem Por uma ...
Quem cá quiser viver, seja um ... Quem cá quiser viver, seja um Gatão (Gregório de Matos) Se souberas falar tam...
Noiturno do Adoescente Morto Noiturno do Adoescente Morto (Federico Garcia Lorca) Seis Poemas Galegos (193...
Hoje de Manhã Hoje de Manhã (Alberto Caeiro) Hoje de manhã saí muito cedo, Por ter ...

Deixe uma resposta