Prodígio!

Print Friendly, PDF & Email

Prodígio! (Cruz e Souza)

Como o Rei Lear não sentes a tormenta
Que te desaba na fatal cabeça!
(Que o céu d’estrelas todo resplandeça.)
A tua alma, na Dor, mais nobre aumenta.

A Desventura mais sanguinolenta
Sobre os teus ombros impiedosa desça,
Seja a treva mais funda e mais espessa,
Todo o teu ser em músicas rebenta.

Em músicas e em flores infinitas
De aromas e de formas esquisitas
E de um mistério singular, nevoento…

Ah! só da Dor o alto farol supremo
Consegue iluminar, de extremo a extremo,
o estranho mar genial do Sentimento!

Publicações relacionadas

Esse Desemprego! Esse Desemprego! (Bertold Brecht) Meus senhores, é mesmo um problema Esse de...
Trem de ferro Trem de ferro (Manuel Bandeira) Café com pão Café com pão Café com pão V...
Caminho da Glória Caminho da Glória (Cruz e Souza) Este caminho é cor de rosa e é de ouro, Est...
Explicação de poesia sem ningu... Explicação de poesia sem ninguém pedir (Adélia Prado) Um trem-de-ferro é uma ...

Deixe uma resposta