Um paiá de Monai, bonzo bramá

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Um paiá de Monai, bonzo bramá (Gregório de Matos)

Um paiá de Monai, bonzo bramá
Primaz da cafraria do Pegu,
Quem sem ser do Pequim, por ser do Acu,
Quer ser filho do sol, nascendo cá.
Tenha embora um avô nascido lá,
Cá tem tres pela costa do Cairu,
E o principal se diz Paraguaçu,
Descendente este tal de um Guinamá.
Que é fidalgo nos ossos cremos nós,
Pois nisso consistia o mor brasão
Daqueles que comiam seus avós.
E como isto lhe vem por geração,
Tem tomado por timbre em seus teirós
Morder nos que provêm de outra nação.

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