Aos Meus Filhos

Print Friendly, PDF & Email

Aos Meus Filhos (Augusto dos Anjos)

Na intermitência da vital canseira,
Sois vós que sustentais ( Força Alta exige-o … )
Com o vosso catalítico prestígio,
Meu fantasma de carne passageira!

Vulcão da bioquímica fogueira
Destruiu-me todo o orgânico fastígio …
Dai-me asas, pois, para o último remígio,
Dai-me alma, pois, para a hora derradeira!

Culminâncias humanas ainda obscuras,
Expressões do universo radioativo,
Ions emanados do meu próprio ideal,

Benditos vós, que, em épocas futuras,
Haveis de ser no mundo subjetivo,
Minha continuidade emocional!

Publicações relacionadas

A balada do cárcere de Reading... A balada do cárcere de Reading (Oscar Wilde) Ele não trajava a sua túnica esc...
Porquinho-da-Índia Porquinho-da-Índia (Manuel Bandeira) Quando eu tinha seis anos Ganhei um por...
Cantiga de Malazarte Cantiga de Malazarte (Murilo Mendes) Eu sou o olhar que penetra nas camadas d...
O albatroz O albatroz (Charles Pierre Baudelaire) ...

Deixe uma resposta