Anseios

Print Friendly, PDF & Email

Anseios (Florbela Espanca)

Meu doido coração aonde vais,
No teu imenso anseio de liberdade?
Toma cautela com a realidade;
Meu pobre coração olha que cais!

Deixa-te estar quietinho! Não amais
A doce quietação da soledade?
Tuas lindas quirneras irreais,
Não valem o prazer duma saudade!

Tu chamas ao meu seio, negra prisão!
Ai, vê lá bem, ó doido coração,
Não te deslumbres o brilho do luar!…

Não ‘stendas tuas asas para o longe..
Deixa-te estar quietinho, triste monge,
Na paz da tua cela,a soluçar…

Publicações relacionadas

Veinte poemas de amor y una ca... Veinte poemas de amor y una canción desesperada - 15 (Pablo Neruda) Me gustas...
Barrio sin luz Barrio sin luz (Pablo Neruda) ¿Se va la poesía de las cosas o no la puede c...
Anseio Anseio (Augusto dos Anjos) Quem sou eu, neste ergástulo das vidas Danadament...
A alma do vinho A alma do vinho (Charles Pierre Baudelaire) ...

Deixe uma resposta