Canção da formosura

Print Friendly, PDF & Email

Canção da formosura (Cruz e Souza)

Vinho de sol ideal canta e cintila
Nos teus olhos, cintila e aos lábios desce,
Desce a boca cheirosa e a empurpurece,
Cintila e canta após dentre a pupila.

Sobe, cantando, a limpidez tranqüila
Da tu’alma estrelada e resplandece,
Canta de novo e na doirada messe
Do teu amor, se perpetua e trila…

Canta e te alaga e se derrama e alaga…
Num rio de ouro, iriante, se propaga
Na tua carne alabastrina e pura.

Cintila e canta na canção das cores,
Na harmonia dos astros sonhadores,
A Canção imortal da Formosura!

Publicações relacionadas

El sur El sur (Jorge Luis Borges) Desde uno de tus patios haber mirado las antiguas...
A ponto de partir A ponto de partir (Ana Cristina Cesar) A ponto de partir, já sei que noss...
Ecos d’Alma Ecos d’Alma (Augusto dos Anjos) Oh! madrugada de ilusões, santíssima, Sombra...
O Suicida O Suicida (Jorge Luis Borges) Tradução Não restará na noite uma estrela. ...

Deixe uma resposta