O Meu Nirvana

Print Friendly, PDF & Email

O Meu Nirvana (Augusto dos Anjos)

Olha agora, mamífero inferior,
A luz da epicurista ataraxia,
O fracasso de tua geografia
E de teu escafandro esmiuçador!

Ah! jamais saberás ser superior,
Homem, a mim, conquanto ainda hoje em dia,
Com a ampla hélice auxiliar com que outrora ia
evoando ao vento o vastíssimo vapor,

Rasgue a água hórrida a nau árdega e singre-me!
E a verticalidade da Escada íngreme:
“Homem, já transpuseste os meus degraus?!”

E Augusto, o Hércules, o Homem, aos soluços,
Ouvindo a Escada e o Mar, caiu de bruços
No pandemônio aterrador do Caos!

Publicações relacionadas

El mañana efímero El mañana efímero (Antonio Machado) A Roberto Castrovido La España de ...
Pregão Pregão (Mario Benedetti) Tradução Senhor que não me olha olhe um pouco e...
Monólogo de uma Sombra Monólogo de uma Sombra (Augusto dos Anjos) Sou uma Sombra! Venho de outras er...
El Principito – XIX El Principito - XIX (Antoine de Saint-Exupéry) El principito subió a una alta...

Deixe uma resposta