Biribazeiro


Nome popular: Biribazeiro
Nome científico: Rollinia mucosa
Exigência por fertilidade: média
Ciclo de vida: perene
Estrato: alto
Boa produtora de biomassa: sim
Alimento humano: sim
Atração de fauna e polinizadores: sim
Forrageira: sim
Potencial madeireiro: sim
Potencial Medicinal: sim
Potencial de renda e mercado: sim
Ocorrência predominante/ bioma indicado: Cerrado


Rollinia mucosa, popularmente conhecida como biribazeiro, biribá-comum,[2] araticum ponhé[2] ou biribá-das antilhas é uma árvore originária do ocidente da Amazônia e da Mata Atlântica pluvial (do Rio de Janeiro a Pernambuco), que se desenvolve bem em zonas com temperaturas médias de 20 a 24 °C, com precipitação anual de 1.500mm, em solos férteis, bem drenados.
Características: A árvore atinge entre seis e dezoito metros de altura, ramificando-se desde a base, culminando numa copa estendida. As folhas têm entre 12 a 15 centímetros de comprimento.
Flores: são hermafroditas, solitárias ou aos pares, com três sépalas e seis pétalas, cor verde-claro e odor característico, e se formam entre julho e setembro.
Fruto: é um sincarpo cônico ou globoso com epicarpo grosso de cor verde, que muda para amarelo quando madura. A polpa é branca e abundante, de sabor doce. Pesa de 300 a 1.300 gramas, atingindo de 10 a 14 cm de comprimento e 6 a 16 de diâmetro, amadurece de Novembro a Maio. Contém numerosas sementes.

Ecologia
Planta decídua, heliófita, secundária, produtora de grande quantidade de sementes. Habita a mata de terra firme na Amazônia Ocidental.

A árvore é muito cultivda em pomares domésticos, principalmente na Amazônia e no Nordeste do país. Começa a produzir aos quatro anos de idade. O cultivar liso é o mais comum no Baixo Amazonas, mas há “Prolific”, desenvolvido na Flórida..1


EXEMPLAR PLANTADO NO CÓRREGO:
Foto em


Fontes:
1https://pt.wikipedia.org/wiki/Batata-doce


Batata-doce

Ipomoea batatas


Nome popular: Batata doce
Nome científico: Ipomoea batatas
Exigência por fertilidade: média-alta
Ciclo de vida: anual
Estrato: baixo
Boa produtora de biomassa: não
Alimento humano: sim
Atração de fauna e polinizadores: não
Forrageira: não
Potencial madeireiro: não
Potencial Medicinal: não
Potencial de renda e mercado: sim
Ocorrência predominante/ bioma indicado: Cerrado/Caatinga


A batata-doce (Ipomoea batatas), também chamada batata-da-terra, batata-da-ilha, jatica e jetica,[1] é uma planta da família das convolvuláceas, da ordem das Solanales (a mesma da batata, do tomate, das pimentas etc.). Originária dos Andes, se espalhou pelos trópicos e subtrópicos de todo o mundo.
Terminologia: “Batata-doce” é uma referência ao gosto doce de seu tubérculo comestível. “Jetica” e “jatica” são oriundos do termo tupi para a planta, ye’tika.
Hortaliça de raízes: Possui diversas variedades cultiváveis, divididas em de mesa (ou de mercado) e forrageiras, ambas podendo ser encontradas nas cores externas amarela, branca e roxa. No entanto, a quantidade de variedades não se restringe a essas características — elas podem ser classificadas de acordo com o formato, tamanho, cor interna, doçura, precocidade, cor das folhas e até pela coloração das flores, entre outras.É a quarta hortaliça mais cultivada no Brasil e a que possui o maior índice de produtividade de quilocalorias por hectare por dia.
Hortaliça de folhas: As folhas e brotos da batata-doce são comestíveis após breve cozimento, saborosas e nutritivas, constituindo verdura de produção facílima e abundante. A batata-doce (Ipomoea batatas) é parente muito próxima de Ipomoea aquatica Forssk., verdura muito utilizada na Ásia e cultivada no Brasil por imigrantes japoneses.
Planta ornamental e invasora: A batata-doce tem sido utilizada no Brasil como planta ornamental em jardineiras de apartamentos, em vasos suspensos e em cestas. Em Gramado, no Rio Grande do Sul, é utilizada, em jardineiras, uma variedade de folhas verde-claras. Ocasionalmente, a batata-doce pode ser encontrada no Brasil (Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul) como plantas invasoras de sistemas naturais, mas apenas em ambientes úmidos muito sujeitos a perturbações e próximos a habitações humanas ativas ou inativas (taperas).1


EXEMPLAR PLANTADO NO CÓRREGO:
Foto em


Fontes:
1https://pt.wikipedia.org/wiki/Batata-doce


Baruzeiro

Dipteryx alata


Nome popular: Barú
Nome científico: Dipteryx alata
Exigência por fertilidade: média
Ciclo de vida: perene
Estrato: alto
Boa produtora de biomassa: não
Alimento humano: sim
Atração de fauna e polinizadores: sim
Forrageira: não
Potencial madeireiro: sim
Potencial Medicinal: não
Potencial de renda e mercado: sim
Ocorrência predominante/ bioma indicado: Cerrado


O baru ou cumaru (Dipteryx alata), é uma árvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea.
Nomes populares: coco-pereba, coco-barata, baru, barujo, bugueiro, cambaru, castanha-de-bugre, castanha-de-burro, coco-feijão, cumari, cumaru, cumarurana, cumbaru, feijão-baru, feijão-coco, imburana-brava e pau-cumaru.
Características: A árvore, de até 25 metros de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro, possui copa densa e arredondada. Sua madeira é resistente
Folhas: compostas por 6 a 12 folíolos, glabras, de coloração verde intensa.
Flores: pequenas, de coloração esverdeada que surgem de outubro a janeiro. Floresce de outubro a janeiro.
Fruto: (baru) é um legume lenhoso, castanho com uma única amêndoa comestível, que amadurece de setembro a outubro.

As sementes são uma iguaria cada vez mais apreciada e muito nutritiva, embora a dureza do fruto dificulte sua obtenção. Animais silvestres e o gado consomem a polpa aromática do fruto, assim como seres humanos, in natura ou como geléia. O primeiro equipamento para facilitar a abertura do fruto foi construído por Gilmar Moreira, técnico da Emater GO em Fazenda Nova, por volta do ano de 1993. Era constituído por uma foice adaptada em um pedaço de vigota, conforme publicação no Suplemento do Campo do Jornal ” O Popular ” à época.

Ecologia: O baruzeiro é nativo da vegetação do cerrado brasileiro e das faixas de transição da Mata Atlântica para o cerrado (na floresta latifoliada semidecidual). Ocorre nos estados de Minas Gerais (Norte, Noroeste, Triângulo Mineiro), São Paulo (norte do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Peru.

A árvore é perenifólia, heliófita, de terrenos secos. Sua dispersão é irregular.

Está ameaçada de extinção devido a destruição de seu bioma nativo, ocupado pela expansão agrícola; corte devido a sua excelente madeira; consumo de suas sementes na alimentação e como medicinal.

Fenologia: Muda de baru de crescimento rápido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos contém cerca de 30 sementes.
A semente germina em cerca de 20 a quarenta dias, e a taxa de germinação é baixa.
Usos: A madeira é de qualidade superior.

O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que, na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam. O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional. A castanha tem em torno de 23% de proteína, valor maior do que a castanha-de-caju e a castanha-do-pará.

A semente pode ser armazenada em um saco de aniagem, em ambiente fechado, por um período de um ano, sem nenhum dano para a qualidade da amêndoa. Fora do coco, as amêndoas também podem ser conservadas pelo mesmo período, desde que sejam guardadas em sacos plásticos dentro do freezer.

O preparo das amêndoas para consumo é simples. Depois de tiradas da polpa, podem ser consumidas “in natura” ou torradas, retirando-se a pele, como o amendoim torrado. Podem ser consumidas sozinhas ou usadas no preparo de pé-de-moleque, rapadura, paçoca, brevidades, bolos, pudim…

O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático. Apesar de todas as suas qualidades, o baru ainda não é muito comercializado, sendo raro encontrá-lo nas feiras de cidades do Sudeste. É comum, contudo, em feiras-livres e lojas de produtos naturais de Goiás, do Noroeste e Norte de Minas Gerais e do Distrito Federal.

As qualidades do baruzeiro vêm sendo pesquisadas desde o fim dos anos 1980 pela Embrapa e suas propriedades o tornam uma planta relevante. O baruzeiro, por ser uma árvore de crescimento rápido e pela qualidade e resistência de sua madeira, é uma planta de bastante interesse e indicada para as empresas de reflorestamento.1


Dipteryx alata


Árvore ornamental majestosa, nativa do cerrado, de folhagem exuberante, gera castanha de sabor parecido com amendoim.
Família: Fabaceae
Origem: América do Sul – Bolívia, Brasil, Paraguai, Peru
Ciclo de vida: perene
Folha: As folhas são compostas imparipinadas, alternas, com folíolos oblongos, glabros e de cor verde escura.
Crescimento da planta: É de crescimento relativamente rápido, embora um pouco irregular entre os indivíduos. O baru é uma árvore frutífera e ornamental, nativa do cerrado e zonas de transição deste com a mata atlântica e conhecida por suas deliciosas amendoas. Ela atinge até cerca de 25 metros de altura e ocorre no Brasil, Paraguai, Perú e Bolívia.
Frutos: Frutifica nos meses de setembro a novembro. Os frutos que se seguem são drupas carnosas, de casca pardacenta, polpa doce e endocarpo pétreo, muito difícil de ser rompido, que envolve uma única semente, oleaginosa, de cor castanha e formato elipsóide.
Flores: Meados da primavera até o início do verão. As inflorescências surgem em cachos terminais, com delicadas flores verde-amareladas, de centro cor-de-rosa, que parecem borboletas.
Rega: Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.
Clima: Continental, Mediterrâneo, Tropical
Poda: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou os que surgirem e estiverem virados para o centro da copa.
Local: Sol Pleno
Atração de fauna: Atrai pássaros2


EXEMPLAR PLANTADO NO CÓRREGO:
Foto em


Fontes:
1https://pt.wikipedia.org/wiki/Baru
2https://www.sitiodamata.com.br/baru-dipteryx-alata