Faveleira


Cnidoscolus phyllacanthus


Nome popular: Faveleira
Nome científico: Cnidoscolus phyllacanthus
Exigência por fertilidade: baixa
Ciclo de vida: perene
Estrato: médio
Boa produtora de biomassa: sim
Alimento humano: sim
Atração de fauna e polinizadores: sim
Forrageira: sim
Potencial madeireiro: não
Potencial medicinal: Sim
Potencial de renda e mercado: sim
Ocorrência predominante/ bioma indicado: Caatinga


Cnidoscolus phyllacanthus


Cnidoscolus quercifolius (sin. C. phyllacanthus, anteriormente conhecida como Jatropha phyllacantha Müll. Arg.), popularmente chamada de favela, faveleira, faveleiro ou mandioca-brava, é uma planta da família das euforbiáceas. Trata-se de um arbusto dotado de espinhos e flores brancas, dispostas em cimeiras. O fruto é uma cápsula que contém sementes oleaginosas, semelhantes às sementes de fava. Daí, os nomes “favela”, “faveleiro” e “faveleira”. É endêmica do Brasil, distribuindo-se entre os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Piauí e São Paulo.

No início do século XX, o termo “favela” passou a designar também qualquer ‘conjunto de habitações precárias’. Isto porque, durante a campanha de Canudos (1896-1897), as tropas governamentais se haviam instalado num morro daquela região, chamado da Favela (provavelmente por ali existir grande quantidade de faveleiras). De volta ao Rio de Janeiro, os soldados pediram licença ao Ministério da Guerra para se estabelecerem, com suas famílias, no alto do morro da Providência e passaram a chamá-lo “morro da Favela”, transferindo o nome do morro de Canudos, por lembrança ou por alguma semelhança que encontraram. O nome ‘favela’ acabaria por se generalizar, aplicando-se a qualquer conjunto de habitações populares precárias. 1


NOME CIENTÍFICO: Cnidoscolus phyllacanthus ( Müll. Arg.) Pax & L. Hoffm.
FAMÍLIA: Euphorbiaceae
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS:
ÁRVORE espinhenta, lactescente e com pelos urticantes, de 4-8 m de altura, dotada de copa alongada ou arredondada e rala.
TRONCO curto e ramificado desde a base, mais ou menos cilíndrico, com casca fina, quase lisa, com presença de verrugas, de 20-35 cm de diâmetro.
FOLHAS alternas, simples, finas e brilhantes, sem pelos em nenhuma das faces, com margens profundamente recortadas, que terminam em pequenos espinhos, com pelos urticantes de até 1 cm de comprimento. Medem entre 8 e 16 cm de comprimento e sustentam-se sobre curtas e espinhentas hastes de 1-2 cm de comprimento.
FLORES brancas, de 4mm de diâmetro, surgem sob as folhas e, de cada haste da flor central, agrupam-se outras tantas ao redor, formando um pequeno guarda-chuva. Flores unissexuais.
FRUTO recoberto por pelos urticantes, parecido com a mamona, do tipo cápsula que espontaneamente se abre em três gomos no período de maturação, liberando as sementes, que são três.
SEMENTE alva, em tons de cinza e marrom, rajada de preto.
FLORAÇÃO ocorre anualmente durante os meses de agosto-dezembro e os frutos amadurecem de dezembro a fevereiro.


Fruto seco da Favela – Cnidoscolus phyllacanthus (M. Arg.) Pax & Hoffm. Dentro do fruto, existe uma semente semelhante a uma fava daí o nome favela.


USO/ÁRVORE: adotada pelo paisagismo em todas as cidades de costa atlântica.
USO/MADEIRA :moderadamente pesada, macia ao corte e de fácil apodrecimento. Localmente, utilizada em caixotaria, forros e para lenha e carvão.
USO/OUTRAS UTILIDADES: Seco, o látex, derramado dos galhos e tronco, torna-se quebradiço e pode ser aproveitado para iluminação e como remédio balsâmico. As sementes fornecem óleo alimentício e farinha, esta última, rica em sais minerais e principalmente em proteínas. Ambos os produtos ainda sem aplicação comercial, mas habitualmente usados na engorda das galinhas, porcos e ovinos. Quando novas, as folhas e ramos são empregados em forragem animal. Cabras, carneiros, jumentos e mesmo aos bovinos consomem as folhas maduras quando estas caem no chão no final do período de chuvas. Na seca, alimentam-se dos brotos e casca da favela.
OBTENÇÃO DE SEMENTES: Colher os frutos diretamente da árvore, logo que iniciarem a abertura espontânea. Em seguida deixá-los ao sol até completarem a abertura e liberação das sementes. Devido a deiscência explosiva dos frutos, cobri-los durante a secagem com uma tela ou peneira.
PRODUÇÃO DE MUDAS: Colocar as sementes para germinação logo que colhidas em canteiros a pleno sol contendo substrato arenoso. Em seguida cobri-las com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 2-3 semanas e a taxa de germinação é alta. Transplantar as mudas para recipientes individuais quando com 5-6 cm e daí diretamente para o local definitivo em 4-5 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é rápido.2


1https://pt.wikipedia.org/wiki/Cnidoscolus_quercifolius
2http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=608


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